Antigo Testamento

Salmos 23

Salmos 23 na íntegra (ACF)

18

1O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.

2Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.

3Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.

4Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

5Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

6Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

O que acontece em Salmos 23

Salmo 23 é o texto mais conhecido do Antigo Testamento e cabe em seis versículos. Ele descreve Deus como pastor que faz repousar, guia, restaura e acompanha, inclusive pelo vale da sombra da morte. Na metade do salmo a imagem muda de pastor para anfitrião: uma mesa é preparada diante dos adversários, e a cabeça é ungida com óleo.

Contexto de Salmos 23

A troca de pronome no versículo 4 é o eixo do salmo. Nos três primeiros versículos o salmista fala de Deus na terceira pessoa, ele. A partir do vale, passa a falar com ele: porque tu estás comigo. A proximidade aumenta justamente onde a situação piora.

Quem aparece em Salmos 23

Davi:
A tradição textual atribui o salmo a ele, que fora pastor antes de ser rei.

Versículos-chave de Salmos 23

Salmos 23:1

“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.”

A frase seguinte depende inteiramente da primeira. Nada me faltará não é uma afirmação sobre abundância, e sim sobre quem cuida.

Salmos 23:4

“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.”

O texto diz andar pelo vale, não parar nele. E a razão dada para não temer não é a ausência do mal: é a presença de quem acompanha.

Salmos 23:6

“Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.”

O verbo seguir, aplicado à bondade e à misericórdia, sugere algo que vem atrás durante o caminho inteiro, e não um destino no fim dele.

O que Salmos 23 ensina

O salmo é lido em velórios com frequência, mas fala sobretudo de caminhada, não de chegada. A promessa central é de companhia no trecho pior do percurso.

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Reflexão sobre Salmos 23

Salmos 23

"O Senhor é o meu pastor, nada me faltará." Em seis versos, o rebanho vai de pastos verdes ao vale da sombra da morte. Nem ali o pastor sai de cena; vara e cajado seguem junto. Talvez nenhum outro texto tenha acompanhado tantas vidas até o fim.

Perguntas frequentes sobre Salmos 23

Qual é a mensagem do Salmo 23?

A mensagem é de provisão e companhia. O salmo abre com o SENHOR é o meu pastor, nada me faltará, e desenvolve essa imagem em verdes pastos, águas tranquilas e veredas da justiça.

No versículo 4 o salmista deixa de falar sobre Deus e passa a falar com Deus: ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo. A mudança acontece justamente no ponto de maior perigo do texto.

Para que o Salmo 23 é indicado?

Costuma ser lido em velórios e em situações de perda, por causa do versículo 4, sobre atravessar o vale da sombra da morte sem temer. Também aparece em momentos de insegurança material, pelo nada me faltará do versículo 1.

O texto em si não indica ocasião. São seis versículos sobre confiança em quem conduz, e servem tanto para o luto quanto para leitura comum.

Qual é o Salmo 23 completo?

São seis versículos. O primeiro declara que o SENHOR é o pastor e nada faltará. O segundo e o terceiro falam de verdes pastos, águas tranquilas e do refrigério da alma. O quarto atravessa o vale da sombra da morte com a vara e o cajado por consolo.

Os dois últimos trocam a imagem do pastor pela do anfitrião: uma mesa preparada diante dos inimigos, a cabeça ungida com óleo, o cálice que transborda, e a promessa de habitar na casa do SENHOR por longos dias.

Qual é o significado do Salmo 23 para o amor?

O salmo não trata de relacionamento amoroso. Os seis versículos falam da relação entre o salmista e Deus, com a imagem do pastor que conduz e do anfitrião que recebe à mesa.

A palavra que aparece no fecho não é amor, é bondade e misericórdia, no versículo 6, e é isso que o texto promete que seguirá todos os dias da vida. Quem procura o salmo por causa de um relacionamento encontra ali a confiança em ser conduzido, não uma promessa sobre a outra pessoa.